Caminhos de Kiarostami analisa as características estilísticas da obra do cineasta iraniano, um dos expoentes da cinematografia contemporânea. Baseando-se em inúmeros depoimentos do diretor e em filmes como Vida e nada mais, Close up, O gosto da cereja e Dez, Jean-Claude Bernardet reflete sobre o cinema de Abbas Kiarostami, com sua linguagem decididamente não narrativa e suas ficções com jeito de documentário. Mas a questão analisada não é a relação entre ficção e documentário, e sim o princípio da incerteza que rege a obra do cineasta: em decorrência desse recurso autoral, o espectador nunca sabe exatamente a que está assistindo.
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