MACHADO DE ASSIS (1839-1908) considerado um dos maiores nomes literários do Brasil, foi criado numa família pobre e não teve uma instrução regular, porém, devido ao seu enorme interesse pela literatura, conseguiu se instruir por conta própria. Em 1860 passou a colaborar para o “Diário do Rio de Janeiro” e é dessa década que datam quase todas as suas comédias teatrais e “Crisálidas”, um livro de poemas. Em 1869, após o seu casamento com Carolina de Novais teve acesso à literatura portuguesa e inglesa e, na década seguinte, publica uma série de romances, tais como “A mão e a luva” (1874) e “Helena” (1876), vindo a obter reconhecimento do público e da crítica. Até então a sua produção literária era marcadamente romântica, mas na década seguinte sofre uma grande mudança estilística e temática, iniciando o Realismo no Brasil com as publicações de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899). A partir de então a ironia, o pessimismo, o espírito crítico e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira tornar-se-ão as principais características das suas obras que também abrange poemas, contos, traduções e peças teatrais. No início do século XX, após fundar a Academia Brasileira de Letras e perder a esposa Carolina, passou a isolar-se e a sua saúde deteriorou. Dessa época datam os seus dois últimos romances: “Esaú e Jacó” e “Memorial de Aires”. Machado de Assis faleceu em sua residência no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908.