-Os poemas tentam perseguir as
notas de topo, corpo e fundo do
cheiro ou dos rastros do amor
(um ser-no-mundo) ora perto, ora
distante, como se perscrutasse
no escondido, no sombrio, na
rétina, no escuro... na falta. Para
tanto, embrenham as veredas dos
silêncios e ruídos no trajeto por
onde transitam o desejo, a paixão,
o vazio... e o sinfonia da ausência.
E nesse itinerário, tentam não se
prender ao narcisismo da solidão,
para então perder-se no paraíso
das alegrias fugidias.